Quarta-feira, 1 de Fevereiro de 2012

The Vampyre, de John William Polidori

Este artigo revela uma parte considerável do enredo da obra.

Sobre o autor

John William Polidori nasceu em Londres a 7 de Setembro de 1795, filho do escritor e tradutor Gaetano Polidori (responsável pela tradução de Paradise Lost e The Castle of Otranto para italiano) e de Anna Maria Pierce. Em 1804 inicia a sua educação no Ampleforth College em Yorkshire, e em 1811 ingressa na Universidade de Edinburgo, conseguindo o seu doutoramento em medicina com apenas 19 anos.
Em 1816, através de uma recomendação de Sir William Knighton, Lord Byron contrata Polidori para o acompanhar nas suas viagens pela Europa como seu médico pessoal. Durante o Verão do mesmo ano instalam-se na Suiça, onde Byron é frequentemente visitado por Jane Clairmont, Percy Bysshe Shelley e Mary Wollstonecraft Godwin, todos eles presentes na famosa competição realizada numa noite de Junho em que, após uma sessão de leitura de histórias de fantasmas, Byron desafiou cada um a escrever uma história dentro do género. A competição inspirou Mary Godwin, que começou a escrever uma das mais influentes obras da literatura gótica: Frankenstein; Byron cedo perdeu o interesse, limitando-se a escrever parcialmente um conto intitulado Augustus Darvell; Polidori dedicou-se a Ernestus Berchtold; or, The Modern Oedipus - o único romance que viria a publicar - e, posteriormente, desenvolveu o conceito presente no fragmento de Byron, dando origem a The Vampyre.
Em 1819, Henry Colburn, procurando tirar partido da fama do poeta Inglês, publica The Vampyre na New Monthly Magazine com o subtítulo "A Tale by Lord Byron". Pouco tempo após a publicação, Polidori reclama a autoria da obra, muito embora reconheça a importância que Byron teve na sua constituição. A forma como o manuscrito chegou aos escritórios da New Monthly permanece um mistério, mas é facto que The Vampyre se tornou rapidamente num grande sucesso.
It happened that in the midst of the dissipations attendant upon London winter, there appeared at the various parties of the leaders of the ton a nobleman more remarkable for his singularities, than his rank. He gazed upon the mirth around him, as if he could not participate therein. Apparently, the light laughter of the fair only attracted his attention, that he might by a look quell it and throw fear into those breasts where thoughtlessness reigned. Those who felt this sensation of awe, could not explain whence it arose: some attributed it to the dead grey eye, which, fixing upon the object's face, did not seem to penetrate, and at one glance to pierce through to the inward workings of the heart; but fell upon the cheek with a leaden ray that weighed upon the skin it could not pass.
The Vampyre destaca-se, essencialmente, por transportar o vampiro para o ambiente urbano. Até à data, tanto no folclore como na literatura, o vampiro era uma figura repugnante, subsistindo à base do instinto de modo a satisfazer a sua necessidade por sangue. Em contraste, a criação de Polidori – Lord Ruthven –, é uma personagem sofisticada e atraente, que se desloca pela alta sociedade inglesa sem levantar quaisquer suspeitas enquanto escolhe as suas vítimas. É esta ameaça latente, esta diluição da fronteira entre o natural e o sobrenatural, que torna Ruthven numa figura aterrorizadora de uma forma que os seus antecessores nunca conseguiram atingir.

O enredo

O conto inicia-se apresentando o jovem e inexperiente Aubrey, que acredita que "os sonhos dos poetas são as realidades da vida," mas que cedo percebe, apesar da sua ingenuidade, que a vida social se distancia bastante do que se pode ler nos romances. Quebrada a ilusão, Aubrey fica intrigado com o misterioso mas fascinante Ruthven, e decide aproximar-se deste com a intenção de estudar a sua estranha personalidade. Eventualmente organizam uma viagem em conjunto, e é durante essa viagem que Aubrey detecta alguns sinais alarmantes no que toca à conduta do seu companheiro.
His companion was profuse in his liberality; -- the idle, the vagabond, and the beggar, received from his hand more than enough to relieve their immediate wants. But Aubrey could not avoid remarking, that it was not upon the virtuous, reduced to indigence by the misfortunes attendant even upon virtue, that he bestowed his alms; -- these were sent from the door with hardly suppressed sneers; but when the profligate came to ask something, not to relieve his wants, but to allow him to wallow in his lust, to sink him still deeper in his iniquity, he was sent away with rich charity. This was, however, attributed by him to the greater importunity of the vicious, which generally prevails over the retiring bashfulness of the virtuous indigent. There was one circumstance about the charity of his Lordship, which was still more impressed upon his mind: all those upon whom it was bestowed, inevitably found that there was a curse upon it, for they were all either led to the scaffold, or sunk to the lowest and the most abject misery.
Estas situações inquietam Aubrey, mas só quando recebe uma carta dos seus pais a alertar para a comportamento imoral e para a capacidade de sedução de Ruthven, é que decide abrir mão da sua amizade, decidido a não viajar com alguém “cujo carácter não tinha mostrado um único ponto brilhante.”
Após esta quebra de relações, prossegue sozinho para a Grécia, onde durante algum tempo explora as ruínas de Atenas e se apega à bela Ianthe, filha dos donos da casa onde tomou residência. Ironicamente, Ianthe tenta convencer o céptico Aubrey da existência de vampiros, acabando por perecer nas mãos de um. Perturbado pelo sucedido, Aubrey adoece e, para sua surpresa, ao acordar do seu sono febril encontra Ruthven a cuidar de si.
His lordship seemed quite changed; he no longer appeared that apathetic being who had so astonished Aubrey; but as soon as his convalescence began to be rapid, he again gradually retired into the same state of mind, and Aubrey perceived no difference from the former man, except that at times he was surprised to meet his gaze fixed intently upon him, with a smile of malicious exultation playing upon his lips: he knew not why, but this smile haunted him.
O inesperado acto leva a uma reconciliação, e os dois companheiros retomam a sua viagem durante a qual se tornam vítimas de uma emboscada. Durante o ataque Ruthven é ferido e acaba, aparentemente, por morrer, embora não sem antes obrigar Aubrey a jurar que ocultaria qualquer pormenor acerca dos seus crimes durante um ano e um dia. Decidido a não permanecer num país que só lhe trouxe infortúnios, e após descobrir que o amigo fora o responsável pela morte da encantadora Ianthe, Aubrey regressa a Inglaterra.
Gradualmente consegue abtrair-se do seu passado recente até uma noite em que, para seu choque, reencontra Ruthven. Tal acontecimento coloca-o num estado de histeria tal que a família se vê obrigada a confiná-lo ao seu quarto, com supervisão de um médico. O seu estado acaba por piorar ao se aperceber que a sua irmã está noiva de Ruthven, estando o casamento previsto exactamente para último dia do seu juramento. Incapaz de evitar que a sua irmã se torne em mais uma das vítimas do dissimulado vampiro, o seu desespero resulta no rompimento de um vaso sanguíneo, dando-lhe apenas tempo para relatar a sua história, revelando, finalmente, a verdadeira natureza de Lord Ruthven.
He shut his eyes, hoping that it was but a vision arising from his disturbed imagination; but he again saw the same form, when he unclosed them, stretched by his side. There was no colour upon her cheek, not even upon her lip; yet there was a stillness about her face that seemed almost as attaching as the life that once dwelt there: -- upon her neck and breast was blood, and upon her throat were the marks of teeth having opened the vein: -- to this the men pointed, crying, simultaneously struck with horror, "A Vampyre! a Vampyre!"
The Vampyre é importante não só por trazer o vampiro para a esfera aristocrática, mas também por ilustrar um período de transição na literatura gótica, em que os medos, que antes ganhavam forma nos oprimentes castelos ou mosteiros, passaram a ser incorporados por monstros. De facto, o persuasivo Ruthven encarna o receio que a nobreza tinha por homens elegantes e sem escrúpulos, capazes de atrair e desonrar as suas filhas, arruinando-as a nível moral e social. É também aterrorizador no sentido em que consegue subverter as normas sexuais, usando isso a seu favor para exercer um forte domínio tanto sobre as mulheres como sobre os homens.
Por outro lado, Polidori não adopta a típica estrutura utilizada na grande maioria dos romances góticos produzidos até à data, algo especialmente evidente no casamento que se realiza no final do conto, casamento esse que, ao invés de representar uma fase de libertação do mal que assombrou a história, representa, isso sim, a libertação e o triunfo desse próprio mal.
Independentemente da influência de Byron, que levou muitos a acusar Polidori de plágio, a verdade é que este último transformou um fragmento inacabado numa história coesa, estabelecendo um modelo que viria desenvolvido por James Rymer em Varney the Vampire, por Sheridan Le Fanu em Carmilla e, acima de tudo, por Bram Stoker em Dracula. É, pois, imerecidamente que este autor permanece na sombra, quando a sua contribuição, embora curta, se ramificou até aos nossos dias.

Edições:

The Vampyre encontra-se disponível no Project Gutenberg ou no Google Books, assim como em diversas antologias entra as quais recomendo The Vampyre and Other Tales of the Macabre (Oxford University Press) ou, para quem preferir uma versão traduzida, Histórias de Vampiros (Relógio D’Água).


Referências:

Birkhead, Edith. The Tale of Terror . Project Gutenberg, 2004. http://www.gutenberg.org/ebooks/14154

Bomarito, Jessica. Gothic Literature: A Gale Critical Companion. Detroit: Thomson/Gale, 2006.

Botting, Fred. Gothic. Londres: Routledge, 1996.

Heiland, Donna. Gothic and Gender: An Introduction, Oxford: Blackwell Publishing, 2004.

Polidori, John William. The Vampyre and Other Tales of the Macabre. Nova Iorque: Oxford University Press, 2008.

Nigel Leask, Polidori, John William (1795–1821), Oxford Dictionary of National Biography, Oxford University Press, 2004, http://www.oxforddnb.com/view/article/22466

Punter, David; Byron, Glennis. The Gothic. Oxford: Blackwell Publishing, 2004.

Quarta-feira, 18 de Janeiro de 2012

Bram Stoker Vampire Novel of the Century Award


No ano em que celebra o seu 25.º aniversário, assim como o centenário da morte de Stoker, a Horror Writers Association revelou os nomeados para o recém-criado Vampire Novel of the Century Award. O comunicado oficial:
The Horror Writers Association (HWA), the international association of writers, publishing professionals, and supporters of horror literature, in conjunction with the Bram Stoker Family Estate and the Rosenbach Museum & Library, proudly announce the nominees for the Bram Stoker Vampire Novel of the Century Award, to be presented at the Bram Stoker Awards Banquet at World Horror Convention in Salt Lake City, Utah, on March 31, 2012. The Award will mark the centenary of the death in 1912 of Abraham (Bram) Stoker, the author of Dracula.
A jury composed of writers and scholars selected, from a field of more than 35 preliminary nominees, the six vampire novels that they believe have had the greatest impact on the horror genre since publication of Dracula in 1897. Eligible works must have been first published between 1912 and 2011 and published in or translated into English.
The nominees are:
The Soft Whisper of the Dead by Charles L. Grant (1983). Grant (1946-2006) was a prolific American writer of what he called "dark fantasy" and "quiet horror," writing under six pseudonyms as well as his own name. Grant also edited numerous horror and fantasy anthologies. The novel is part of Grant's series of 12 books set in his fictional small town Oxrun Station, Connecticut. Grant was a former president of Horror Writers Association and received its Lifetime Achievement Award in 1999.
Salem's Lot by Stephen King. First published in 1975, this was only the second work by the now-legendary American author of dozens of fantasy, science fiction, mystery, and horror stories, comics, and novels. Set in the town of Jerusalem's Lot, it tells of a man's return to his hometown, where he finds a plague of vampirism. The book has twice been made into television mini-series and has been recorded by the BBC. King's work has won countless Bram Stoker Awards from HWA, and King (1947- ), a lifelong New England resident, was recognized with HWA's Lifetime Achievement Award in 2002.
I Am Legend by Richard Matheson. First published in 1954, the novel is set in the mid-1970's, when a plague has swept the world, bringing with it zombie-like creatures identified as vampires. Richard Neville, the book's protagonist, may be the last living human. The work has been filmed three times under various titles, most recently in 2007, under its original title, starring Will Smith. Matheson (1926- ), an American, has written screenplays as well as short and long fiction, and many of his works have been filmed or made into teleplays. He wrote frequently for The Twilight Zone in its heyday. Matheson received HWA's Lifetime Achievement Award in 1990.
Anno Dracula by Kim Newman first appeared in 1992. The novel imagines an alternate history in which Van Helsing and his cohorts failed in their attempt to rid England of Dracula. In this timeline, Dracula went on to marry Queen Victoria, ushering in an era of vampire aristocracy in England and elsewhere. The book is followed by two other novels and a number of shorter works set in the Anno Dracula universe, all meticulously researched to include numerous historical details and many characters of Victorian and more recent popular literature. Newman (1959- ) is an English writer of fantasy and horror, as well as reference books in the field, and frequently appears as a host and critic for the BBC and other media.
Interview with the Vampire by Southern American author Anne Rice first appeared in 1976 and achieved enormous popularity, selling more than 8 million copies. The book introduces the vampires Louis and Lestat, who, along with a dozen other unique individual vampires, appear in a long series by Rice known as the Vampire Chronicles. The novel was filmed in 1994 starring Tom Cruise as Lestat and Brad Pitt as Louis; another work in the series, Queen of the Damned, was filmed in 2002; the novel was also produced as a Broadway musical in 2006. Rice (1941- ) has written numerous other gothic fantasy novels, selling more than 100 million copies worldwide, and has won many awards, including HWA's Lifetime Achievement Award in 2003.
Hotel Transylvania by Chelsea Quinn Yarbro, published in 1978, is the first of a 25-book (so far) series featuring le Comte de Saint Germain, a 2000+-year-old vampire, whose adventures in many historical periods are recounted. This novel overlaps in many details with the historical facts of le Comte de Saint-Germain, a mysterious figure. An American writer, Yarbro (1942- ) publishes three or four books a year, under various pseudonyms, in a variety of genres, including mysteries and romance tales. She was awarded HWA's Lifetime Achievement Award in 2008.

Quinta-feira, 5 de Janeiro de 2012

The Christmas Ball 2011


Decorreu no passado dia 29 de Dezembro, em Berlim, o festival Christmas Ball 2011, com um cartaz de luxo composto por cinco das mais representativas bandas da cena electrónica, e com a particularidade de agradar  quer aos adeptos do old school EBM (Front 242 e The Klinik), das sonoridades mais pesadas (Combichrist e Hocico), e até do Future Pop (Solitary Experiments).

A noite começou pontualmente às 19 horas, que nisto os germânicos não brincam. A primeira banda a entrar foram os Solitary Experiments. Estes têm vindo aos poucos a criar um culto, que embora não atinja a notoriedade de bandas como os VNV Nation ou os Covenant, já conseguiram ocupar um espaço próprio na cena Future Pop, muito por culpa do excelente álbum de 2009 “In the eye of the beholder”. E foi precisamente nesse álbum, e no Mind over matter, de 2005, que basearam a sua actuação, através das músicas  Immortal, Rise and Fall, Delight, Pale candle light e Homesick. Pelo meio ainda deu para ouvir o Glory and honour (com nova roupagem), e 2 novas músicas.

Por esta altura a casa ainda estava apenas a meio, mas junto ao palco encontravam-se muitos fans da banda, devidamente identificados com os conhecidos casacos dos Solitary Experiments. A actuação de cerca de 45 minutos foi bastante sóbria, sem momentos muito altos, mas também sem tempos mortos, um pouco à imagem daquilo que os Solitary Experiments são em estúdio. Não foi de espantar que tivessem sido aplaudidos do inicio ao fim, e que mesmo o pouco público que não conhecia a banda lhe tivesse dedicado uma calorosa recepção.

Classificação: 3,5/5

De seguida veio uma das surpresas da noite, os The Klinik, banda que à semelhança dos Front 242 são pioneiros do estilo EBM. Confesso que não sou um grande conhecedor dos trabalhos dos Klinik, mas o que vi nesta actuação de cerca de 1 hora deixou-me de boca aberta e com vontade de finalmente entrar a fundo no amplo catálogo já editado pelos The Klinik.

O concerto começou ao som marcial e gélido de Cold as ice, arrebatando-me desde logo. Com um visual à la Death in June e sem grandes conversas, a banda foi desfilando alguns dos hits que a celebrizaram, nomeadamente Walking in shadows, Memories, Murder, Black leather ou o incontornável Moving Hands. À medida que a actuação foi decorrendo, sempre em crescendo, as pessoas que se encontravam junto ao bar foram se aproximando do palco, levando a que no final da actuação a sala se encontrasse praticamente esgotada.

Classificação: 4,5/5
Depois dos The Klinik e após um pequeno compasso de espera, entram em palco os Combichrist. Não percebo muito bem a devoção que esta banda tem junto do público alemão (quase metade do público tinha t-shirts dos Combichrist e os moshs foram uma constante), até porque em estúdio a banda está muito longe em termos qualitativos do que os Icon of Coil ou mesmo os Panzer Ag (outras das bandas do Andy, frontman de Combichrist) fizeram. Mas ao vivo, realmente são bastante competentes e demolidores. Os 2 bateristas são um espectáculo dentro do próprio espectáculo, e conseguiram rebentar com as 2 baterias antes do final da actuação. O guitarrista, com ar de quem tomou 3 pastilhas antes de entrar em palco, a avaliar pelas caretas que vai fazendo ao longo da actuação, domina completamente a guitarra. E o Andy, este é mestre em cativar o público. Mas mesmo assim a actuação soube-me a mais do mesmo, e quem já viu um concerto de Combichrist, não espere por grandes novidades nas actuações seguintes.

Os Combichrist iniciaram o concerto com o frontman a dizer que era um privilégio tocar num festival onde estavam as suas 2 bandas preferidas, os The Klinik e os Front 242.  A setlist baseou-se em alguns dos hits da banda (aqueles que foram possíveis tocar numa hora), nomeadamente Shut up and swallow, Today I woke to the rain of blood, Throat full of glass, Get your body beat, Blut royale ou They , conjugando músicas dos primeiros trabalhos, com alguns dos mais recentes. O ponto alto foi mesmo o What the fuck is wrong with you, no qual o Andy saltou para o meio do público, levando este ao extâse.

Classificação: 2,5/5



Entraram de seguida os Hocico, mais uma banda muito querida do público germânico (e também brasileiro, a avaliar pelos que estavam ao meu lado na plateia). Era possível ver-se à entrada do recinto carros com grande autocolantes dos Hocico, pelo que não estranhei a ovação brutal do público à entrada da banda em cena.

Ao contrário dos Combichrist, os Hocico conseguem manter nos seus trabalhos de estúdio uma maior regularidade em termos qualitativos, tendo-se tornado uma banda de referência, o que, diga-se, tendo em conta que se trata de uma banda mexicana e que por vezes canta em espanhol, é bastante meritório.

Após uma breve intro, os Hocico iniciam as hostilidades com os poderosos Breathe me tonight e Where words fail, hate speaks . A actuação nem sequer dava tempo para respirar, e mais uma vezes os pulos e o mosh nas primeiras filas da plateia foram uma constante. Não foram esquecidos hits como Instincts of perversion, Spirits of crime, About a dead, Dog eat dog, Bite me e Untold blasphemies. Como reconhecimento pelo carinho demonstrado pelo publico, a banda alargou um pouco mais a sua actuação e ainda nos brindou com Bloodshed em encore. No final dos 75 minutos de actuação o sentimento era de dever cumprido.

Classificação: 3,5/5

Por fim a banda que a par dos Combichrist era mais aguardada pelo público, os Front 242. E também por mim, uma vez que era uma falha enorme nunca ter assistido a um concerto de uma das bandas pioneiras do EBM (em Julho já tinha colmatado a outra falha vendo os Nitzer Ebb em Leiria). E à semelhança do que tinha sido o concerto de Nitzer Ebb, também este concerto me deixou um ligeiro amargo na boca e com a sensação de que os deveria ter visto há 20 anos atrás, altura em que estavam no auge.

Não que o concerto tenha sido mau, ou que se tivessem esquecido de tocar os hits que todos esperávamos (Body to body, Headhunter, Masterhit, Welcome to paradise…). Simplesmente de uma banda como os Front 242 esperamos sempre um toque que os distinga dos 1.000 seguidores, e não foi isso que aconteceu. Tivemos direito assim a um concerto ao qual sobrou a transpiração, mas que faltou a inspiração.

Classificação: 3/5

Resumindo, foi uma noite muito bem passada, com quase 7 horas de concertos, de bandas com créditos firmados na cena electrónica, e a um preço de fazer inveja à maior parte dos festivais que passam por Portugal.

Domingo, 18 de Dezembro de 2011

Literatura Gótica na BBC Radio 4



Chris Baldick (In Frankenstein’s Shadow), A.N. Wilson (God’s Funeral) e Emma Clery (The Rise of Supernatural Fiction) discutem as origens da literatura gótica, analisando a influência de autores como Horace Walpole, Ann Radcliffe e Matthew Gregory Lewis, servindo, portanto, como uma boa introdução ao género. O programa está disponível na íntegra através do BBC Radio Player.
In 1765 Horace Walpole bewitched an unprepared public with the first ever Gothic novel The Castle of Ottranto. The poet Thomas Gray complained the novel made him “afraid to go to bed o’ nights”, and wind swept battlements, mysterious apparitions and armour that goes clang in the night has haunted the dungeons of popular culture ever since. But Gothic is more that novels, and from under its swirling cassock the Gothic Revival in architecture became the state style for an Empire, and the high camp of The Monk reached the acme of seriousness under the influence of John Ruskin.
So how did the Gothic style manage to both sensationalise the public and form, quite literally the pillars of the establishment? Any why does a style forged in the spectral shadows of the Ages of Enlightenment still hold so such a secure position in popular culture today.

Sexta-feira, 16 de Dezembro de 2011

Bram Stoker homenageado no Fantasporto 2012


  No ano em que se comemora o 100.º aniversário da morte de Bram Stoker, o Festival Internacional de Cinema do Porto homenageia o autor exibindo “Dracula” de Francis Ford Coppola, assim como uma versão restaurada de “Nosferatu” de Friedrich Wilhelm Murnau.
  A 32.ª edição do festival decorrerá entre 20 de Fevereiro e 4 de Março de 2012, no Rivoli Teatro Municipal. 

Sábado, 10 de Dezembro de 2011

The Melancholic Youth Of Jesus - concerto no Porto, Sábado, 10 de Dezembro

Amanhã é o concerto dos The Melancholic Youth Of Jesus. 19 anos após terminarem voltam a um concerto com a formação original.

The Melacholic Youth Of Jesus - uma das melhores bandas post-punk nacionais volta aos palcos. A não perder.
 Sábado 10 de Dezembro 2011

Local: Breyner 85
Rua do Breiner 65, Porto

Início do concerto: 23h

Cinema: Tron legacy

Portuguese Alternative Charts - Best of 2009

Fields of the Nephilim - Love Under Will

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