sábado, 16 de junho de 2007

Wave Gotik Treffen 2007 - Reportagem 4º dia

No último dia do WGT vê-se e sente-se o cansaço que paira sobre todos. Depois de ouvir Der Fluch e Big Boy na esplanada no Parkbühne resolvemos entrar no recinto para o primeiro concerto do dia, já às 17h30, os Eisbrecher.
A banda alemã de Noel Pix e Alexx Lead entrou mais uma vez num palco inundado pelo sol mas isso não os abrandou. O Electro/Industrial com 2 guitarras e baixo ao vivo faz por vezes lembrar o som de Rammstein. A música despertou a audiência e a presença de Alexx em palco e empatia com o público fizeram um grande concerto.


Quando os norte-americanos I:Scintilla entraram em palco já o público de Eisbrecher estava de saída ou disperso pelo recinto. A banda de Chicago, que lançou o primeiro album há apenas 3 anos conseguiu no entanto cativar alguma atenção com o seu synthpop, um dance-rock em que a voz de Brittany Bindrim marca a diferença. É sem dúvida uma das bandas do género, com uma e não um vocalista, a ter atenção num futuro breve.




Já se esperava por Cinema Strange quando os New Skin entraram no palco. Recebidos com bastante indiferença grande parte do público nem se dignou a levantar do chão e dar-lhes uma hipótese. A banda londrina fundada por 2 suecos entrou em palco sem o apoio da audiência mas não desistiu e há que dar-lhe esse crédito. Jen saltou e provocou o público sempre que possível e Gil era o maior ponto de atracção tal a sua performance na guitarra. Electropop, retro 80’s, new wave rock... O som é agradável, mas tiveram azar na slot que lhes calhou na programação.


E a banda da tarde, para mim a banda do dia, encheu mesmo o recinto naquele fim de tarde. Zampano, Lafitte e Yellow entraram em palco sob enorme ovação. Enquanto Laffite e Yellow afinavam os instrumentos, Zampano brincava e dançava com um baralho de cartas, ouvindo música apenas na sua cabeça e recebendo enormes aplausos.
O concerto foi o esperado inesperado, desta vez sem baterista. Zampano é um espectáculo dentro do espectáculo e as divagações da música são acompanhadas pelo improviso do cantor que canta e dança sem parar, mesmo sobre saltos altos... Se tiverem a oportunidade de os ver ao vivo não a percam!



E rapidamente se chega ao último concerto do festival. Como tem sido tradição nos últimos anos é uma banda alemã ligada ao folk a encerrar as festividades. Este ano esse privilégio coube aos Subway to Sally. A banda de Berlim, já com 15 anos de carreira tinha à sua espera um Agra cheio e um público ansioso. O Folk/Rock/Metal cantado em alemão e com muito ritmo fez com que todos saltassem e cantassem em uníssono (os que percebem alemão). A inclusão de violinos, flautas, gaitas de foles e outros instrumentos tradicionais tornam-nos uma banda única e recomendada. Para quem não conhece tem algumas parecenças com In Extremo, Schandmaul, Tanzwut e Corvus Corax. Um encerramento em grande, em apoteose! E já a saudade e o pensamento em 2008...


segunda-feira, 11 de junho de 2007

Wave Gotik Treffen 2007 - Reportagem 3º dia

Ao terceiro dia do festival já se sentem os efeitos das noites (manhãs) mal dormidas, incontáveis horas em pé e muitos quilómetros percorridos. Mas este domingo prometia: muitas bandas, muito boas. Mais uma vez e infelizmente as decisões tiveram de ser tomadas e lá fomos para o Parkbühne mais uma vez, onde acabámos por passar toda a tarde.

Os alemães UnterArt abriram a tarde, com um electro-industrial bastante melódico em que a voz de Chris Harms se encaixa muito bem. Apesar de serem apenas 15h havia já bastante público, alemão claro, que concerteza acompanha a banda desde a sua formação há 3 anos.




O público alemão debandou no final de UnterArt enchendo as poucas sombras que subsistiam deixando os gregos PreEmptive Strike 0.1 de plateia vazia. Cabia-lhes a tarefa de cativar a audiência com o seu harsh industrial mas isso acabou por não acontecer. O vocalista, Jim “The Blaster”, era grande, desajeitado e sem presença em palco e o concerto passou sem deixar grandes impressões.




Depois de quase toda a gente aproveitar o concerto de PreEmptive Strike 0.1 para comer e beber os australianos Angelspit voltaram a ter um público atento e um anfiteatro bem composto. Com uma imagem cuidada e estilizada apresentaram o seu album de estreia Krankhaus com músicas que evocam principalmente temas de horror, grotesco e experiências médicas associados a um industrial agressivo e muito agradável. Foi o primeiro ponto alto da tarde.



Mas os alemães esperavam Tyske Ludder. E a banda alemã que já este ano esteve em tour com os Feindflug não os desiludiu. Com novo album em 2006, depois de uma considerável paragem, os elecro-activistas como gostam de se entitular, voltaram iguais a si mesmos. O som industrial agressivo e até marcial encheu o recinto e Albert e Z67 deram espectáculo e os primeiros moshes do dia foram sinal claro disso. A não perder para quem gosta do género.




Com o avançar da tarde o sol era um problema cada vez menor e também isso ajudou a compor a audiência para o concerto de Punto Omega. A banda argentina que está em promoção do último album, Nostalgias del Origen, tinha público ansioso à espera e a entrada de Pilgrim, de gaita de foles em riste, não deixou os seus créditos por mãos alheias. Uma performance competente, um início de noite em que se levantou vento e começou a chover e um público a querer dançar foram as bases de um grande concerto.



As expectativas eram grandes. Depois de Hocico e Dulce Líquido Erk Aicrag dedica-se a uma nova aventura com Rabia Sorda. Sem Racso Agroyam desta vez, mas com bateria ao vivo e uma nova atitude, (ainda) mais apaixonada e personalizada. A chuva era bastante quando Erk entrou em palco mas isso não desmotivou ninguém e quem passou o intervalo abrigado veio imediatamente dançar à chuva frente ao palco. Passadas 3 músicas foi-se a chuva, ficou a música. As batidas violentas e agressivas são acompanhadas pela voz imcomparável de Erk mas agora mais obscura, mais desiludida, mais desesperada... Erk assume-se cada vez mais como figura incontornável do Industrial.


No ano da comemoração do 20º aniversário os Suicide Commando eram naturalmente a grande atracção da tarde/noite. Quando foram projectadas as primeiras cenas de “BLind, Torture, Kill” no palco, estava dado o mote num Parkbühne completamente esgotado. Johan entrou ao som de uma monumental ovação fazendo os belgas sentirem-se em casa. Já com um ano passado sobre o último album e na sequência da recente compilação do 20º aniversário o concerto correu todos os grandes hits da banda. Johan não pára em palco, canta, salta, pousa para fotos, provoca o mosh e ainda consegue saltar a barreira de protecção e ir até ao meio do público de microfone na mão. Consegue, com alguma ajuda lusa, porque fui eu mesmo que o ajudou a subir e o apanhou no salto para o crowd diving tendo sido depois arrastado por ele para o meio do moshe... Grande concerto!



Depois de uma passagem pelo hotel para tirar as roupas encharcadas e seguimos para o Agra onde encontrámos um pavilhão muito bem composto para o concerto de The Crüxshadows e ainda ouvimos as últimas músicas de The 69 eyes, de que não há fotos...
Rogue é conhecido pela sua energia e capacidade de comunicação e empatia com o público. Já com os músicos em palco e com o tradicional head-set sem fios surge na primeira música pelo meio do público, onde volta várias vezes, cantando grande parte do tempo empoleirado nas grades frente ao palco. Tão ou mais aplaudida que Rogue é a violinista Rachel McDonnel que domina o palco onde Rogue pouco tempo pára. Para pesadelo dos seguranças até às colunas de suporte do palco ele subiu, cantando junto ao telhado do pavilhão... Nota também para o orgulho por o single “Sophia” ter atingido o nº1 no Billboard Hot Dance Singles Sales (Beyonce em 2º, Nine Inch Nails em 3º, Paris Hilton em 4º e Madonna em 5º).
Provavelmente o melhor dia do festival fechado em grande estilo com casa cheia.



domingo, 3 de junho de 2007

Wave Gotik Treffen 2007 - Reportagem 1º dia

O WGT deste ano começou com um dia atípico. A grande festa de inauguração, o Monumentum II implicou que durante grande parte da noite não houvesse concertos e que durante a tarde toda a gente se concentrasse em principalmente 2 sítios: o Moritzbastei e o Werk II.

É importante referir que estas críticas e fotos não são mais que reflexos das escolhas feitas por mim, e não de tudo o que o festival tem para oferecer.

O dia começou com o concerto de Kosmic Horrör no Werk II. O Werk II é uma antiga fábrica convertida nos anos 90 em centro cultural. A capacidade para cerca de 1500 pessoas é, normalmente, pequena para tanta procura mas neste primeiro dia estava apenas cerca de 2/3 de casa.

Notava-se claramente a curiosidade e ansiedade de ver aquela que se entitula a primeira (e única?) banda de Klingonrock, os Kosmic Horrör. Talvez se esperasse demais, talvez se esperasse caracterização a sério ou uma performance teatral, mas não foi isso que aconteceu. O klingonrock revelou-se apenas um hardrock/metal cantado em alemão com algumas palavras de ordem em klingon. A caracterização ficou-se por um plástico mal colado na cabeça do vocalista enquanto os outros membros apenas tinham desenhados os tradicionais crânios klingon.
Não que seja uma má banda de metal, é apenas mais uma banda de metal a tentar sobressair... O que sobressaiu mesmo foi o facto de o vocalista usar um fio dental preto, que se via cada vez que se baixava de costas para o público!!!






Depois de Kösmic Horror o público começou realmente a interessar-se pelo que se iria passar em palco com a actuação dos Pzychobitch. Um bom exemplode como boa música não precisa de más caracterizações. A promover o último album, "Electrolicious", de 2006 a banda de Sina Hübner e
Stefan Böhm, com a participação ao vivo de PeeWee Vignold inundou o espaço com o seu electropop que meteu toda a gente a dançar.
Sina faz o espectáculo todo e espalha a energia contagiante da música na sua performance. Só é pena que com tantas bandas acabem umas a tocar demais, e outras a tocar de menos... Sem dúvida um concerto a não perder!





Com o público preparado pelos Psychobitch, aquele que era para mim o principal nome da tarde, os alemães In Strict Confidence inundaram facilmente o Werk II com a sua música electrónica.
Dennis Ostermann é de facto muito querido pelo público alemão que reagiu imediatamente à sua presença, bem como a Antje Schulz que acompanha a banda nos espectáculos ao vivo.
Já com quase um ano passado sobre o lançamento do último album, a banda sentiu a liberdade de passar por algumas das músicas que fazem parte dos seus 15 anos de história como "Zauberschloss", "‘Kiss Your Shadow", "Industrial Love" ou "Engelsstaub".





Num registo totalmente diferente Oswald Henke foi a Leipzig apresentar a nova banda, os Fetisch:Mensch. O mentor dos Goethes Erben trouxe-nos um gótico experimental com uma boa sonoridade e muita spoken word. Tanto que Oswald entrou em palco e nas primeiras músicas não largou o dossier que com as letras da músicas.
A alguém com o seu carisma o público perdoa tudo, mas seria de facto melhor se ele tivesse decorado os textos... De qualquer modo a sua presença em palco, o à vontade com que se mexe ou simplesmente fica sentado quase a declamar são exemplares, mesmo para alguém que não percebe quase nada de alemão. Aqui sim, a teatralidade funcionou como deveria e o espectáculo só teve a ganhar com isso.




Após o espectáculo dos Fetisch:Mensch é chegada a altura de preparar a noite e comprar um chapéu de chuva porque o tempo estava mesmo a mudar. O calor inicial passou a alternar com tempestades e trovoadas por vezes persistentes.
A paragem seguinte sería no Völkerschlachtdenkmal, um nome muito comprido para nós e um monumento imponente. Erigido em 1913 para comemoração dos 100 anos da Batalha das Nações é o maior memorial da europa e e foi o palco para a performance dos britânicos In the Nursery entitulada Monumentum II.

Num espectáculo aberto a toda a cidade, os irmãos Humberstone tocaram ao vivo temas dos trabalhos de Wagner, Mahler, Liszt e Grieg enquadrados por um espectáculo de luzes e fogo que envolveram o monumento e para deleite dos largos milhares de espectadores.
Ainda antes do início do espectáculo o céu decide contribuir e, ecoando os trovões e iluminando os céus os relâmpagos,deu o mote para um espectáculo integralmente passado sob a pesada chuva e para milhares de admiradores imóveis




E finalmente o primeiro concerto de The Retrosic. A contagem decrescente projectada nas telas denunciava a curiosidade e ansiedade de todos. E não falharam, à hora certa, no segundo exacto, entram em palco 2 figuras retiradas do imaginário de Hellraiser empunhando bandeiras com o símbolo da banda, seguindo-se então um Cyrus cheio de energia.
Com 6 anos de hits e um espectáculo preparado ao pormenor, incluindo rearranjos nas músicas, não se podia esperar menos. Um espectáculo "best of" que manteve toda a gente de olhar colado no palco.
Mas essa inexperiência não se notou em palco: o espectáculo bem montado, clips de vídeo impecáveis, relacionados com as músicas e não apenas imagens ao acaso, as aparições dos convidados inexperadas e aplaudidas...
Uma crítica no entanto: as dançarinas, embora sejam modelos segundo dizem na net, não tinham jeito nenhum. Movimentos presos, caras de frete... Não que alguém se tenha queixado, porque ter mulheres semi-despidas a danças nunca é mau, podia era mesmo ser melhor.
Mas chega de palavras, vejam as fotos (são 19), preparem-se para surpresas...




sexta-feira, 1 de junho de 2007

A festa Pré-WGT 2207

Sería de pensar que mais de 160 bandas distribuídas ao longo de 4 dias seriam suficientes, mas a organização do Wave Gotik Treffen pensa que não. E para aqueles que chegam a Leipzig no dia antes há sempre algo que vale a pena ver e ouvir, algum sítio onde vale a pena ir.

Este ano, no Moritzbastei, a festa foi gratuita para os portadores de bilhete para o festival e juntou a banda local Amnistia aos bem conhecidos Diorama num local que foi insuficiente para tantos espectadores.


O Moritzbastei é um labiríntico complexo subterrâneo com mais de 450 anos recuperado por estudantes nos anos 70. Isso quer dizer salas pequenas, sem ventilação e poucas condições de conforto para as centenas de pessoas que ouviram o concerto nos corredores por não caberem no recinto. Ninguém se importou porque o importante é estar no Moritzbastei, o grande sítio da noite em Leipzig, onde bandas e espectadores convivem lado a lado sem vedetismos.

Os Amnistia, na véspera do seu primeiro album, e frente ao público caseiro não desiludiram e puseram todos a dançar com o seu EBM/Electro simples e directo que fará inveja a muitas bandas "maiores".



Os Diorama seguiram-se rapidamente, para um concerto de aclamação onde correram todos os maiores hits da sua já considerável carreira, à semelhança do que aconteceu no seu concerto em Leiria, em Março de 2006. O espaço diminuto, a empatia com o público, principalmente feminino, e a proximidade do mesmo ao palco empolgaram os músicos a um grande concerto, com o pormenor caricato de as palmas não pararem, mesmo quando Wendt pedia ou tentava falar, deixando-o embaraçado em palco sem saber o que fazer com tanto apoio.


terça-feira, 6 de março de 2007

Wave Gotik Treffen 2007 - Reportagem 2º dia

Com o avolumar de bandas no segundo dia do festival torna-se essencial fazer escolhas e começamos o dia, pelas 16h com o concerto dos The Pussybats no Parkbühne.
O Parkbühne é um anfiteatro com capacidade para 1500 pessoas no meio de um parque enorme, com o bom tempo a convidar ao passeio e recuperação da noite anterior.
Foi sob um sol forte e céu azul que os alemães The Pussybats se entregaram ao seu goth’n’roll. Frente ao palco apenas as maiores fãs, porque a maioria do público contentava-se em ouvir a música e apreciar o espectáculo de longe, à sombra. Tiveram azar em abrir o dia, mas entregaram-se como se frente a uma plateia cheia e a música animou e entusiasmou o público. Difícil pedir mais.



A auto-entitulada maior banda ucraniana de rock gótico, os Komu Vnyz, beneficiaram do público mais atento deixado pelos The Pussybats. A curiosidade do público prendia-se mais com a perspectiva de ouvir algumas músicas em ucraniano ou russo do que outra coisa. Mas o vocalista limitou-se a sentar frente a um teclado e por lá ficar, perdendo aos poucos o público que estava mais preocupado em beber que vê-los tocar. Um rock gótico mais exótico mas nada que sobressaia no meio de tantas bandas com um som semelhante.




Depois de Komu Vnyz, os Reliquary, banda gótica americana só podiam deixar boa impressão. E com o dia a cair e refrescar e o público ansioso por boa música não desiludiram. Bom som, boa performance e principalmente boa voz da vocalista, Kara, que aterrou em Leipzig apenas uma hora antes do espectáculo e conseguiram chegar à Europa com donativos dos fãs... Uma boa surpresa de uma banda que só conta com um album lançado recentemetne, recomendado a quem gosta do género.



Secret Discovery... Só consigo dizer que se fosse cantado em português em vez de em inglês seria um sucesso nas feiras e festas das aldeias deste país! Um cruzamento de metal com letras entre o naif e o simplesmente “pimba”. Não que a música fosse má, sem vocalista nem letras até era decente mas assim... Uma boa altura para continuar a beber!



E finalmente o ponto alto da tarde, a performance de Emilie Autumn. Que não desiludiu. Num concerto baseado nos albuns “Opheliac” e “Unlaced”, Emilie não deixou os seus créditos por mãos alheias e transmitiu a sua loucura a todos os espectadores. A música, roupa, o cenário, o espectáculo transformaram o Parkbühne no asilo de que ela tanto gosta com o público a dividir a atenção entre a música e os movimentos das personagens em palco. Apenas quando Emilie pegava no violino todos os olhares eram para si.



E uma mudança radical. Do Parkbühne para o Kohlrabizirkus, de Emilie Autumn para Primordial. Com uma viagem rapidíssima e muita sorte nos eléctricos ainda conseguimos apanhar as últimas músicas de Primordial no edifício do antigo mercado de vegetais, agora recinto com capacidade para 4000 pessoas. A banda de metal irlandesa tinha a completa atenção do público, com muito cabelo a voar e muitas mãos no ar a cada apelo do vocalista. E para mais não deu.



Mas tínhamos vindo aqui para Haggard, a maior banda de Classic/Medieval Metal. O pessoal juntou-se às grades, os espaços diminuiram e em pouco tempo o recinto estava bastante composto. Parece que o concerto de Front 242 à mesma hora fez roubou algumas pessoas mas os que estavam eram realmente grandes fãs. Depois de uma longuíssima paragem para montagem de instrumentos e afinações, feita pelos próprios, o concerto começo com algum atraso e muito apoio do público. Resistindo à tentação de promover apenas o último album, a banda de Asis Nasseri tocou as grandes músicas da sua carreira, entusiasmando ainda mais um público que ouvia cada nota como se fosse a última. Os arranjos clássicos, os solos de piano e a voz de Suzanne conjugadas com o metal mais tradicional iam fazendo as delícias de todos. Até que um problema com a guitarra de Asis levou a uma grande paragem. Nem a substituição por um instrumento emprestado o satisfez levando a uma tentativa por parte da banda de acabar por ali o concerto. Mas o apoio incondicional do público que não parou de aplaudir e os incentivar conseguiu com que tocassem mais algumas músicas, mesmo de guitarra desafinada. Foi pena não ter corrido como previsto, mas saíram de palco ovacionados...
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E a última banda da noite foram os nossos Moonspell. Já durante os concertos anteriores Fernando Ribeiro e companhia tinham andado a passear pelos bastidores trocando impressões com organização e músicos. O público alemão (e não só) recebeu-os entusiasmado como era previsível pelo prestígio de que gozam por lá e pelo número de T-Shirts da banda que se vêm no festival.
Numa espécie de concerto Best-of os Moonspell correram as grandes músicas que têm para satisfação de todos, que respondiam sempre de mãos no ar. E Fernando Ribeiro não perdeu a oportunidade, antes de cantar Opium de referir que vinha de Portugal e que a música tinha um grande significado por cá. Também Sofia, que o acompanha ultimamente em palco em algumas músicas foi devidamente apresentada e teve direito a arranjos especiais para que pudesse participar em temas que não foram compostos para a sua voz. E de Moonspell nada mais é preciso dizer, iguais a si mesmos fizeram o que melhor sabem e continuam a assumir-se cada vez mais como um nome incontornável no género.



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