domingo, 3 de junho de 2007

Wave Gotik Treffen 2007 - Reportagem 1º dia

O WGT deste ano começou com um dia atípico. A grande festa de inauguração, o Monumentum II implicou que durante grande parte da noite não houvesse concertos e que durante a tarde toda a gente se concentrasse em principalmente 2 sítios: o Moritzbastei e o Werk II.

É importante referir que estas críticas e fotos não são mais que reflexos das escolhas feitas por mim, e não de tudo o que o festival tem para oferecer.

O dia começou com o concerto de Kosmic Horrör no Werk II. O Werk II é uma antiga fábrica convertida nos anos 90 em centro cultural. A capacidade para cerca de 1500 pessoas é, normalmente, pequena para tanta procura mas neste primeiro dia estava apenas cerca de 2/3 de casa.

Notava-se claramente a curiosidade e ansiedade de ver aquela que se entitula a primeira (e única?) banda de Klingonrock, os Kosmic Horrör. Talvez se esperasse demais, talvez se esperasse caracterização a sério ou uma performance teatral, mas não foi isso que aconteceu. O klingonrock revelou-se apenas um hardrock/metal cantado em alemão com algumas palavras de ordem em klingon. A caracterização ficou-se por um plástico mal colado na cabeça do vocalista enquanto os outros membros apenas tinham desenhados os tradicionais crânios klingon.
Não que seja uma má banda de metal, é apenas mais uma banda de metal a tentar sobressair... O que sobressaiu mesmo foi o facto de o vocalista usar um fio dental preto, que se via cada vez que se baixava de costas para o público!!!






Depois de Kösmic Horror o público começou realmente a interessar-se pelo que se iria passar em palco com a actuação dos Pzychobitch. Um bom exemplode como boa música não precisa de más caracterizações. A promover o último album, "Electrolicious", de 2006 a banda de Sina Hübner e
Stefan Böhm, com a participação ao vivo de PeeWee Vignold inundou o espaço com o seu electropop que meteu toda a gente a dançar.
Sina faz o espectáculo todo e espalha a energia contagiante da música na sua performance. Só é pena que com tantas bandas acabem umas a tocar demais, e outras a tocar de menos... Sem dúvida um concerto a não perder!





Com o público preparado pelos Psychobitch, aquele que era para mim o principal nome da tarde, os alemães In Strict Confidence inundaram facilmente o Werk II com a sua música electrónica.
Dennis Ostermann é de facto muito querido pelo público alemão que reagiu imediatamente à sua presença, bem como a Antje Schulz que acompanha a banda nos espectáculos ao vivo.
Já com quase um ano passado sobre o lançamento do último album, a banda sentiu a liberdade de passar por algumas das músicas que fazem parte dos seus 15 anos de história como "Zauberschloss", "‘Kiss Your Shadow", "Industrial Love" ou "Engelsstaub".





Num registo totalmente diferente Oswald Henke foi a Leipzig apresentar a nova banda, os Fetisch:Mensch. O mentor dos Goethes Erben trouxe-nos um gótico experimental com uma boa sonoridade e muita spoken word. Tanto que Oswald entrou em palco e nas primeiras músicas não largou o dossier que com as letras da músicas.
A alguém com o seu carisma o público perdoa tudo, mas seria de facto melhor se ele tivesse decorado os textos... De qualquer modo a sua presença em palco, o à vontade com que se mexe ou simplesmente fica sentado quase a declamar são exemplares, mesmo para alguém que não percebe quase nada de alemão. Aqui sim, a teatralidade funcionou como deveria e o espectáculo só teve a ganhar com isso.




Após o espectáculo dos Fetisch:Mensch é chegada a altura de preparar a noite e comprar um chapéu de chuva porque o tempo estava mesmo a mudar. O calor inicial passou a alternar com tempestades e trovoadas por vezes persistentes.
A paragem seguinte sería no Völkerschlachtdenkmal, um nome muito comprido para nós e um monumento imponente. Erigido em 1913 para comemoração dos 100 anos da Batalha das Nações é o maior memorial da europa e e foi o palco para a performance dos britânicos In the Nursery entitulada Monumentum II.

Num espectáculo aberto a toda a cidade, os irmãos Humberstone tocaram ao vivo temas dos trabalhos de Wagner, Mahler, Liszt e Grieg enquadrados por um espectáculo de luzes e fogo que envolveram o monumento e para deleite dos largos milhares de espectadores.
Ainda antes do início do espectáculo o céu decide contribuir e, ecoando os trovões e iluminando os céus os relâmpagos,deu o mote para um espectáculo integralmente passado sob a pesada chuva e para milhares de admiradores imóveis




E finalmente o primeiro concerto de The Retrosic. A contagem decrescente projectada nas telas denunciava a curiosidade e ansiedade de todos. E não falharam, à hora certa, no segundo exacto, entram em palco 2 figuras retiradas do imaginário de Hellraiser empunhando bandeiras com o símbolo da banda, seguindo-se então um Cyrus cheio de energia.
Com 6 anos de hits e um espectáculo preparado ao pormenor, incluindo rearranjos nas músicas, não se podia esperar menos. Um espectáculo "best of" que manteve toda a gente de olhar colado no palco.
Mas essa inexperiência não se notou em palco: o espectáculo bem montado, clips de vídeo impecáveis, relacionados com as músicas e não apenas imagens ao acaso, as aparições dos convidados inexperadas e aplaudidas...
Uma crítica no entanto: as dançarinas, embora sejam modelos segundo dizem na net, não tinham jeito nenhum. Movimentos presos, caras de frete... Não que alguém se tenha queixado, porque ter mulheres semi-despidas a danças nunca é mau, podia era mesmo ser melhor.
Mas chega de palavras, vejam as fotos (são 19), preparem-se para surpresas...




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