segunda-feira, 11 de junho de 2007

Wave Gotik Treffen 2007 - Reportagem 3º dia

Ao terceiro dia do festival já se sentem os efeitos das noites (manhãs) mal dormidas, incontáveis horas em pé e muitos quilómetros percorridos. Mas este domingo prometia: muitas bandas, muito boas. Mais uma vez e infelizmente as decisões tiveram de ser tomadas e lá fomos para o Parkbühne mais uma vez, onde acabámos por passar toda a tarde.

Os alemães UnterArt abriram a tarde, com um electro-industrial bastante melódico em que a voz de Chris Harms se encaixa muito bem. Apesar de serem apenas 15h havia já bastante público, alemão claro, que concerteza acompanha a banda desde a sua formação há 3 anos.




O público alemão debandou no final de UnterArt enchendo as poucas sombras que subsistiam deixando os gregos PreEmptive Strike 0.1 de plateia vazia. Cabia-lhes a tarefa de cativar a audiência com o seu harsh industrial mas isso acabou por não acontecer. O vocalista, Jim “The Blaster”, era grande, desajeitado e sem presença em palco e o concerto passou sem deixar grandes impressões.




Depois de quase toda a gente aproveitar o concerto de PreEmptive Strike 0.1 para comer e beber os australianos Angelspit voltaram a ter um público atento e um anfiteatro bem composto. Com uma imagem cuidada e estilizada apresentaram o seu album de estreia Krankhaus com músicas que evocam principalmente temas de horror, grotesco e experiências médicas associados a um industrial agressivo e muito agradável. Foi o primeiro ponto alto da tarde.



Mas os alemães esperavam Tyske Ludder. E a banda alemã que já este ano esteve em tour com os Feindflug não os desiludiu. Com novo album em 2006, depois de uma considerável paragem, os elecro-activistas como gostam de se entitular, voltaram iguais a si mesmos. O som industrial agressivo e até marcial encheu o recinto e Albert e Z67 deram espectáculo e os primeiros moshes do dia foram sinal claro disso. A não perder para quem gosta do género.




Com o avançar da tarde o sol era um problema cada vez menor e também isso ajudou a compor a audiência para o concerto de Punto Omega. A banda argentina que está em promoção do último album, Nostalgias del Origen, tinha público ansioso à espera e a entrada de Pilgrim, de gaita de foles em riste, não deixou os seus créditos por mãos alheias. Uma performance competente, um início de noite em que se levantou vento e começou a chover e um público a querer dançar foram as bases de um grande concerto.



As expectativas eram grandes. Depois de Hocico e Dulce Líquido Erk Aicrag dedica-se a uma nova aventura com Rabia Sorda. Sem Racso Agroyam desta vez, mas com bateria ao vivo e uma nova atitude, (ainda) mais apaixonada e personalizada. A chuva era bastante quando Erk entrou em palco mas isso não desmotivou ninguém e quem passou o intervalo abrigado veio imediatamente dançar à chuva frente ao palco. Passadas 3 músicas foi-se a chuva, ficou a música. As batidas violentas e agressivas são acompanhadas pela voz imcomparável de Erk mas agora mais obscura, mais desiludida, mais desesperada... Erk assume-se cada vez mais como figura incontornável do Industrial.


No ano da comemoração do 20º aniversário os Suicide Commando eram naturalmente a grande atracção da tarde/noite. Quando foram projectadas as primeiras cenas de “BLind, Torture, Kill” no palco, estava dado o mote num Parkbühne completamente esgotado. Johan entrou ao som de uma monumental ovação fazendo os belgas sentirem-se em casa. Já com um ano passado sobre o último album e na sequência da recente compilação do 20º aniversário o concerto correu todos os grandes hits da banda. Johan não pára em palco, canta, salta, pousa para fotos, provoca o mosh e ainda consegue saltar a barreira de protecção e ir até ao meio do público de microfone na mão. Consegue, com alguma ajuda lusa, porque fui eu mesmo que o ajudou a subir e o apanhou no salto para o crowd diving tendo sido depois arrastado por ele para o meio do moshe... Grande concerto!



Depois de uma passagem pelo hotel para tirar as roupas encharcadas e seguimos para o Agra onde encontrámos um pavilhão muito bem composto para o concerto de The Crüxshadows e ainda ouvimos as últimas músicas de The 69 eyes, de que não há fotos...
Rogue é conhecido pela sua energia e capacidade de comunicação e empatia com o público. Já com os músicos em palco e com o tradicional head-set sem fios surge na primeira música pelo meio do público, onde volta várias vezes, cantando grande parte do tempo empoleirado nas grades frente ao palco. Tão ou mais aplaudida que Rogue é a violinista Rachel McDonnel que domina o palco onde Rogue pouco tempo pára. Para pesadelo dos seguranças até às colunas de suporte do palco ele subiu, cantando junto ao telhado do pavilhão... Nota também para o orgulho por o single “Sophia” ter atingido o nº1 no Billboard Hot Dance Singles Sales (Beyonce em 2º, Nine Inch Nails em 3º, Paris Hilton em 4º e Madonna em 5º).
Provavelmente o melhor dia do festival fechado em grande estilo com casa cheia.



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