domingo, 7 de dezembro de 2008

O Festival Lock the Target - day by day

Fábrica do Som - o Espaço


A Fábrica de Som está situada num edifício típico da Cidade do Porto com uma entrada discreta referenciada somente por uma simples sinalética na fachada.

Ao entrar e após a recepção temos que descer à cave e é aí que se situa o palco, pista e um bar de apoio contíguo mas independente. O espaço da Fábrica de Som é muito agradável, nota-se um certo cuidado da administração pela ambiência do sítio em geral. Particularmente no palco, falha um pouco nos focos de luzes que não estão devidamente apropriadas para concertos e/ou festas. Por outro lado, os artistas têm à sua disposição um datashow com o qual podem dar outra dimensão ao espectáculo, minimizando assim a falta de luminosidade adequada.


O Festival

1º Dia

Vexxer um projecto português com uma sonoridade industrial agressiva, ritmada com várias distorções abriu o festival Lock the Target de uma forma exemplar para um projecto criado em finais de 2007. Vexxer captou prontamente a atenção do público, grande parte começando logo a dançar. As suas composições surpreenderam muito pela positiva e serão sem dúvida temas como
Head Knockers presença habitual nos Dj sets das principais discos.


Set List:
1 - killzone
2 - head knockers
3 - back off
4 - no life
5 - from behind (presente na compilação extreme lustlieder 2)
6 - terminate
7 - ethyl (presente no EP gratuito com mesmo nome)
Encore
- Terminate


Uma pequena alteração no alinhamento fez com que os Purwien, cabeças-de-cartaz para o 1º dia, tocassem de seguida. Purwien (ex-Second Decay) foi o que realmente me levou ao festival, estes conhecidos senhores que já contam com mais de 150 espectáculos ao vivo no seu reportório. Apresentaram-nos o seu estilo synth-pop com hits como Alle Fehler, Lauf der Zeit(second Decay), Raum 12, Fur immer, Familar... Por último terminaram com I'm Leaving que esteve bem enquadrada porque foi realmente a última música dos mesmos.


Fechando o primeiro dia, ficaram então os portugueses Control Alt Deus. Em termos de espectáculo assim como de empatia com o público e respectiva adesão, os Control Alt Deus foram indiscutivelmente os melhores da noite, apesar de se terem formado apenas em 2005. Avançaram com um som agrotech excelentemente composto, recordando-me por vezes os Agonoize devido a uma ou outra similaridade no som. Não sei se foi da jovialidade do vocalista ou qui ça da sua boa disposição no dia do espectáculo, uma profunda conexão foi estabelecida com os espectadores presentes. Porém tal à-vontade reflectiu-se em alguns feedbacks. Os Control Alt Deus estiveram a um grande nível, sem dúvida internacional.


Set List:
1 - Control
2 - Connect

3 - Perfekt Hatred
4 - Vengeance
5 - No One Controls
6 - You Are Dead
7 - Not My Savior
8 - Shut you in the Dark
9 - Stalker
10 - She is Made of Fire
11 - Technoman

Agradecemos ao Soncini a disponibilização das fotos deste 1º dia


2º dia

No segundo dia do festival coube aos UMM abrir a noite. Os UMM são uma banda de EBM Old-school cuja principal característica reside no facto de cantarem em português quando no panorama alternativo nacional quase todas as bandas optam pela língua inglesa.
A adesão do público foi instantânea ao som de letras algumas bélicas e de representação social como é o caso de Máquinas de Guerra, Mulher da Vida e o Mineiro.



A7IE
(Aseptie) lançaram-se de seguida ao palco após alguns problemas com o som mas que mesmo assim corajosamente prosseguiram não conseguindo por vezes esconder algum pesar pelo som não estar a sair como desejado, aliás patente depois nas suas declarações ao Portal Gótico: "The festival was great, but we're very sorry for our performance, wich is very better most of the time." Não obstante, o show por eles apresentado foi muito bom e a nosso ver o melhor desta segunda noite com um som industrial bem refinado, melódico e ritmado.


Set List

the cage
some kind of hate
taste of sorrow
angel
because the night
martyr
messiah
sick of you all

E eis que chega o último concerto da noite, os espanhoís Larva. Projecto nascido em 1998, trouxeram-nos um som com vozes poderosas e angustiantes, um electro bem composto embora algo repetitivo aliando-se a duas baterias, uma delas electrónica, advindo daí ritmos fortíssimos quase alucinantes por vezes. As suas letras debruçam-se sobre os temas sociais, o humano animal e os desalentos profundos a nível existencial e espiritual. A playlist por eles escolhida foi algo cansativa, sempre agressiva e sem grandes alterações rítmicas. Uma das minhas músicas preferidas dos Larva, Voces del Labirinto, caso tivesse sido inserida na playlist, poderia ter resultado num concerto mais diversificado e eficaz. Em termos de apresentação visual estiveram excelentes numa participação sui generis e original.

EL SOL SE HA PUESTOTHE DEVIL INSIDE OF ME
El sol se ha puesto, para nosotros
Todo terminó, hace tiempo
Nuestra condena, nuestro último aliento

El destino está echado
Nosotros mismos nos exterminamos
No ha vuelta atrás, somos humanos

El sol se ha puesto
Sometimes i feel inside of me
They make me do bad things

The devil inside of me

Something putrid, rotten
It wants to exit thru me
It's evil
The devil inside of me



Set List

1.- F.Y.A. -- from 'Voces del laberinto' 2008
2.- Depresion -- from 'Broken hopes of a wasted youth' 2010
3.- Hienas -- from 'Voces del laberinto' 2008
4.- Soledad -- from 'Voces del laberinto' 2008
5.- The devil inside of me -- from 'Voces del laberinto' 2008
6.- Ojos secos -- from 'Diogenes Syndrome' 2005
7.- Deformities -- from 'The hated' 2009
8.- The hated (Christianne F. Edit) -- from 'The hated' 2009
9.- El sol se ha puesto -- from 'Voces del laberinto' 2008
10.- Coat hanger abortion -- from 'Voces del laberinto' 2008
11.- Rotten disease -- from 'The hated' 2009
12.- Cockroaches -- from 'The hated' 2009
13.- Massgrave -- from 'The hated' 2009
14.- Family error -- from 'Broken hopes of a wasted youth' 2010




3º Dia

Notava-se claramente que era o dia mais aguardado pelo público, a adesão foi considerável tendo em conta os dias anteriores. A resposta do público em termos de curtir os espectáculos foi igualmente proporcional.

A abrir a noite surge novamente um projecto nacional, os 1N.C1.D3.N7 (incident) que desde a segunda música cativou logo a multidão presente. Um Incident[e] de um único elemento supreendeu-nos com um electro bem dançável, com alguns laivos de trance e batidas industriais diversificadas e por demais contagiantes. Um projecto nacional promissor, sem dúvida alguma.


Violet and the Mutants
, banda portuense, apresentou-nos o som mais original do festival em que cada música era uma novidade. Não que tenha gostado da maioria das músicas, não foi realmente o caso, contudo há que reconhcer que têm uma genialidade indiscutível no seu electro deveras experimentalista.



Sem qualquer necessidade de apresentação, os alemães E-craft fnalizaram em apoteose este fabuloso festival. o Público estava como que a pedir um concerto memorável e eles não se fizeram rogados e lançaram-se de corpo e alma para um espectáculo que adjectivo de turbulento, único e grandioso. Uma sonoridade EBM violenta, uma prestação única de Guido Henning fez com que os seus mais aficcionados adeptos dançassem em êxtase, não só em terra como no ar, isto é com vários momentos de crowdsurfing. Como mencionei anteriormente na primeira análise, houve algumas pessoas que vieram de propósito da Alemanha para estarem presentes no concerto dos E-craft. E segundo eles, no final com os troncos desnudados e suados gritavam entusiaticamente "it was the best concert ever". Aos mesmos gostaria de lhes poder dizer que: I don't doubt it not even for a sec!". Excelente, mesmo para quem é não é um adepto incondicional dos E-craft.






O Festival termina assim após 3 dias intensivos de concertos e festas. Ainda sem confirmação oficial de uma segunda edição fazemos votos para que haja uma profícua série de Festivais Lock the Target...

Agradecemos ao Luiz Soncini (Dj) as fotos que gentilmente nos enviou.

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