quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Reportagem - Progressive Nation 2009 no Porto

A tour Progressive Nation, organizada pela banda norte-americana Dream Theater, estreou este ano em terras europeias e passou na quinta-feira pelo Porto, apresentando Bigelf, Unexpect, Opeth e, claro, Dream Theater.

O Portal Gótico esteve lá e deixa aqui aos seus leitores as fotos que conseguiu tirar: de Opeth e Dream Theater (como muita outras pessoas, não chegamos a tempo de ver as duas primeiras bandas devido à hora a que começavam os concertos - 19h - e ao trânsito infernal que caracteriza já de si a zona da Boavista em dias de semana...).

Com efeito, chegámos quando os Opeth tinham já começado a sua actuação.
O Pavilhão Rosa Mota (antigo Palácio de Cristal) afigurou-se-nos uma sala de espectáculo bonita e sui generis, com muita lotação para este tipo de eventos. Contudo, o som não era dos melhores e o serviço de bar falhava perante tanta e constante afluência de famintos por causa da hora propícia, fazendo com que se formasse uma fila serpenteando as escadas, e quase invadindo a própria sala de concertos.

Os Opeth eram muito esperados e foram acolhidos por um público que os aclamou frequentemente (especialmente pelos que estavam junto ao palco e até meio da sala). A banda deu um bom espectáculo embora curto e apesar de terem estabelecido uma engraçada comunicação com os fãs, notei com surpresa (não sei se mais alguém teve essa sensação), que muito do resto do público parecia por vezes algo adormecido...


De seguida, foi a vez do pano preto do fundo do palco cair e revelar a já mítica bateria de Portnoy. Os Dream Theater começariam assim a sua performance, abrindo em grande com A Nightmare to Remember, música do mais recente álbum "Black Clouds and Silver Linings".
Para os saudosistas e fãs de longa data, o ponto alto do concerto chegaria nas segunda e terceira músicas, The Mirror pela primeira vez tocada em Portugal e Lie, ambas do álbum "Awake". E quão emocionante foi rever excertos do vídeo da Lie nos 3 ecrãs gigantes com que os Dream Theater nos brindaram (quiçá para se redimirem do facto de não terem trazido nenhum aquando do seu concerto de Junho, em Lisboa...).


Jordan Rudess (teclas) faria depois um solo "enfeitiçando" o público, acompanhado do seu avatar (?) nos ecrãs (falamos de uma animação 3d em tempo real original e divertida de um feiticeiro tocando num castelo).


Depois viria uma série de músicas de temática mais bélica e americana, felizmente permeadas da The Dance of Eternity. Nos ecrãs podia ver-se uma composição de 4 câmaras filmando cada um dos músicos.

O concerto terminaria com In The Name of God (que o público sempre acompanha no refrão), logo seguido de um encore com a música The Count of Tuscany que envolveu a cúpula do pavilhão numa atmosfera misteriosa e celestial.
Resumindo, Dream Theater deram um excelente concerto apesar da reduzida e algo mediana setlist (Quem já viu vários e fabulosos espectáculos de Dream Theater, fica cada vez mais exigente!).
De ressaltar o grande entusiasmo demonstrado pelo público (que se antes parecia adormecido, esteve durante a actuação de DT bem atento) que se caracterizava por ser bastante variado (metaleiros, góticos, novos e menos novos).

No geral e pelo que tivemos oportunidade de sondar, o público deu por muito bem empregue o valor gasto no bilhete para um evento deste calibre, que fica na história, e que se espera repetir noutra edição!


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