domingo, 5 de setembro de 2010

Review / Crítica Festival Entremuralhas (2º dia)

O segundo dia começou calmo e deu para passear pela cidade e depois pelo castelo usufruindo da paz e sossego que se fazia sentir. Após o jantar dirigimo-nos para o palco onde Collection D'Arnell - Andréa começava a sua prestação.

COLLECTION D'ARNELL-ANDRÉA e ORDO ROSARIUS EQUILIBRIO
O palco Alma teve vários problemas de som com todas as bandas, mas foi infelizmente com Collection D'Arnell-Andrea que se começou a evidenciar mais. Esta banda originária de França em 1986 por Jean-Christophe d'Arnell, Pascal Andréa e Chloé St Liphard, trouxe-nos todo o encanto do seu darkwave melancólico. Na sua apresentação usaram uma máquina antiga de projecção de filmes, dando uma atmosfera ainda mais enquadrada ao evento. Foi um excelente início para o segundo dia do Festival Entremuralhas.

Vídeo inserido com a permissão do autor- Carlos Martins
De seguida Ordo Rosarius Equilibrio, banda da Suécia, caracterizada por uma sonoridade gótica clássica ou neoclássica, batidas electrónicas desoladas com traços medievais e neofolk. Eram muitas as pessoas que se tinham dirigido ao Entremuralhas para os ver ao vivo novamente em Portugal, após 10 anos da sua última visita a terras lusas.
O Palco Alma, como referido anteriormente, teve alguns problemas técnicos e tanto com Collection D'Arnell - Andrea e Orso Rosarius Equilibrio, o som não saiu nas melhores condições. Aliado a isso, o facto dos concertos das bandas do palco Alma serem algo longos, com sonoridades similares, fazendo com que algum público dispersasse, notando-se claramente no ruído das conversações que perturbavam quem realmente desejava ver e ouvir as bandas.


COVENANT

A finalizar o Festival, entram no palco Corpo os suecos Covenant com Eskil Simonsson e Daniel Myers. Era uma agradável noite de verão e Eskill não se esqueceu de o referir.
No alinhamento escolhido, vários hits com os quais o público não se fez rogado em manifestar o seu entusiasmo. Dividiria o concerto em duas grandes partes: numa parte destaque para músicas como Bullet, 20 Hz e Invisible and Silent e numa segunda, Ritual Noise, Call the Ships to Port e Brave New World.Não posso deixar de manifestar um pouco a minha estranheza perante a atitude new age, filosofia neo-hippie do vocalista, Eskil Simonsson, a referir por vários momentos "Let's share the moment"....etc., resultado óbvio de ter entrado em palco já bem bebido.
Vídeo inserido com a permissão do autor- Carlos Martins
Setlist:
-Stalker
-Bullet
-20hz
- I Am
-Invisible And Silent
-If I would Give My soul
-The Men
-Dynamo Clock
-Ritual Noise
-Theremin
-Call The Ships to Port
-Der Leierman

Encore
-Brave New World ?
-Dead StarsConcluindo,
O Festival teve alguns aspectos negativos, ou menos positivos, como por exemplo havia um reduzido número de casas de banho (várias pessoas indicaram este pormenor como a principal falta do festival). Uma pouca diversidade no serviço de alimentação e uma ainda pouca participação de lojas alternativas, cuja falha é das mesmas.
Relativamente ao alinhamento das bandas, pensamos que a colocação seguida de bandas com sonoridades algo idênticas deveria ser levada em conta assim como a sua duração.

No entanto, o Festival foi um sucesso a todos os níveis, comprovado pela adesão que se verificou e posteriomente pelos comentários que tem vindo a receber. O Portal Gótico agradece ao Fade In a iniciativa, empenho e profissionalismo neste evento. Agradecemos em particular ao membro da equipa do Fade In, Hugo Ferreira, pelas suas simpáticas palavras e por todo o apoio no festival.


Agora esperamos pelo próximo festival...Até breve!

Algumas fotos do pessoal:




Outras ligações de interesse no Portal Gótico:

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