quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Entremuralhas 2011 - Dia 3 - Crítica, opiniões e foto-reportagem

NARSILION
Os Narsilion em 1999 ainda era um projecto pessoal de Sathorys Elenorth e em 2000 grava três demos. Após uma incursão de Sathorys na banda de Aranmanoth e terminada em 2002, Sathorys retoma o seu projecto e juntamente com Lady Nott estabelecem as bases da banda em 2003. Narsilion foi o nome escolhido, significando em Élfico “a música da lua e do sol”. A partir desse momento ascenderam graças ao seu talento e música ambiente/ethereal. Em 2007, estiveram presentes no Wave Gotik Treffen e embora fossem bastante conhecidos do público português ainda não tinha havido a oportunidade de os ver em concerto em terras lusas. Graças à Fade In houve essa oportunidade. Os Narsilion encheram por completo o espaço da Igreja da Nossa Senhora da Pena, que se tornou pequeno demais para tantos fãs e tão grandiosa música.





Setlist:
1. En les portes de l?eternitat
2. Amaurea
3. The voice of sin
4. Montsegur
5. Senshi
6. The quest of legacy
7. A new beginning
8. Lost horizons
9. Pedraforca ? Terra de bruixes
10. En la memoria del vent
11. Desperta ferro
12. Beltane


TROBAR DE MORTE
Os Trobar de Morte iniciados em 1999 e contando já com 3 álbuns de estúdio nomeadamente Nocturnal Dance of the Dragon (2003), Fairy Dust (2005) e Legends of Blood and Light (2008) fizeram as delícias do público no Palco do Entremuralhas, neste 3º dia de festival. Esta banda de Medieval Folk que já tocou por duas vezes no Wave Gotik Treffen (2005, 2008), apresentou-se pela primeira vez em Portugal com Lady Morte na Voz, Armand (na Percussão e baixo), Jose Luis Frías (Gaita de Foles, flautas), Fernando Cascales (guitarra), Marta Ponce (violino). A banda iniciou o seu concerto pouco após das 21h00 e, de uma forma objectiva, podemos afirmar que a grande maioria do público presente estava simplesmente a adorar o espectáculo. Todos os artistas são fabulosos, desde a percussão, aos vocais, ao violino e guitarra, porém e se nos permitem, gostaríamos de salientar a fabulosa mestria de Jose Luis Frías que nos encantou com as flautas e gaita de foles. Aos Trobar de Morte um obrigado pelo encanto de noite que nos proporcionaram.





Setlist:
1.intro: Beyond the woods
2.The harp of dagda
3.Rise and fall
4.Excalibur
5.Natural dance
6.Los duendes del reloj
7.Morrigan
8.Ordo militum christi
9.Talisman
10.Cuncti simus concanentes
11.The sorceress
12.Ancient echoes/presentación
13.Aqualuna

encore:
cuncti simus concanentes

ARCANA na perspectiva de André Leão

André Leão
Foi numa noite de muito frio que aconteceu um dos melhores concertos do Entremuralhas 2011. Infelizmente não consegui chegar a tempo de ver os Trobar de Morte. Consta, por quem viu, que proporcionaram também um concerto bastante razoável e que deram o mote para a belíssima performance dos suecos Arcana, que pela primeira vez actuaram no nosso país, embora existam há mais de 15 anos. O significado será ainda maior se dissermos que este será o único concerto da banda durante o ano de 2011.

Os Arcana têm a sonoridade típica da insuspeita editora Cold Meat Industry. Por vezes entram claramente no campo do Dark Folk, outras vagueiam mais pelos ambientes medievais. Os Dead Can Dance serão um termo de comparação óbvio, embora desta vez não tenham tocado a cover do Enigma of the Absolute. Mas a qualidade dos seus discos, essa permanece sempre no topo.


Quanto ao concerto, este até começou bastante morno com o tema Chant of the Awakening. A recepção do público também foi um pouco morna de início, talvez devido ao frio, ou talvez pelo facto de ainda muita gente estar a entrar no recinto do Palco Alma por esta altura. Algumas pausas um pouco mais longas entre as músicas também não ajudaram a criar logo uma grande empatia entre os elementos da banda e a audiência.

No entanto, aos poucos a banda foi perdendo a sua timidez, as belíssimas vozes, quer do Peter Bjärgö, quer da Ann-Mari e da Cecilia (esposa de Peter), foram-se soltando, e o público foi absorvendo tudo o que saia do palco duma forma muito mais calorosa, notando-se claramente que na audiência existiam muitos conhecedores da discografia da banda. As pausas entre as músicas foram-se tornando mais preenchidas, com algumas histórias contadas pela Cecilia e pelo Peter, nomeadamente o facto de estarem muito contentes pelo facto de pela primeira vez terem visitado o nosso país, e também do Peter estar meio adoentado, condicionando a actuação da banda, pelo menos em termos de tempo.


 O setlist foi preenchido com temas de quase todos os álbuns da banda, incluindo o belíssimo Like Statues in the Garden of Dreaming do primeiro álbum, e até com 2 temas da discografia a solo do Peter. Foi também estreado um novo tema, a ser incluído num futuro álbum dos Arcana.
Resumindo, foi um concerto sempre em crescendo, e o único senão foi a curta actuação (perto de uma hora), mas por motivos já referidos.

O público seguiu então para o palco principal para ouvir os Diary of Dreams, numa actuação tecnicamente irrepreensível, mas ao qual faltou a simplicidade e brilhantismo que pautou a performance dos Arcana.






texto e vídeo por André Leão



DIARY OF DREAMS
Os Alemães Diary of Dreams voltaram pela quarta vez a Portugal, segunda a Leiria pela mão da Fade In. Os Diary enquanto cabeças de cartaz deste último dia do Entremuralhas estiveram a um bom nível pese embora, e a nosso ver, a setlist escolhida para noite não ter sido a melhor.












Setlist:
Intro
Wedding
Undividable (novo álbum)
King of Nowhere
Nekrolog
She and her darkness
The Chain (IF)
Splinter
Darkest of all Hours
Choir Hotel
Hypocryptickal
Odyssey Asylum
Echo in Me
The Plague
Kindrom
                                 Encore
Menschfeind
Chemicals
                                 Encore
Traumtänzer

Conclusão:
O Entremuralhas foi, uma vez mais, muito bom, as bandas, o convívio, o lugar, etc....
A organização do evento, a Fade In, está de parabéns, a sua actuação foi completamente irrepreensível.

Porém, em termos de programação e por diversas vezes ouvimos comentários sobre como seria bom se, na próxima edição, a organização convidasse uma ou outra banda mais na onda do Gothic-Rock, alargando assim o espectro musical.

Um outro aspecto prende-se pelo facto de os concertos começarem este ano por volta das 19h e depois retomarem às 21h, fazendo com que o público se visse impossibilitado de ir comer à cidade, originando muitas filas para as bancas de comida à espera que o porco ficasse assado. Uma banca de cachorros e/ou algo mais vegan pensamos que traria mais diversidade alimentar durante os três dias de festival.

Em jeito de conclusão, cabe-nos agradecer à organização do Festival, a Fade In, por mais um fantástico Entremuralhas e por todo o seu cuidado, esmero e dedicação às sonoridades que nos são tão queridas. Bem haja!

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