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Quarta-feira, 10 de Agosto de 2011

Entremuralhas 2011 - Dia 2 - Crítica, opiniões e foto-reportagem

BRAINDERSTÖRM

Os leirienses Brainderstörm foram a banda revelação da edição deste ano do Entremuralhas. Brainderstörm com inspiração em bandas como Death In June, Black Tape For A Blue Girl, Dead Can Dance, Current 93 e Peter Murphy, captaram e surpreenderam o público presente na Igreja de Nossa Senhora da Pena com músicas como Your Grave is My Landscape, Velvet Bloodline, Broken Hearts Lane, Time To Take Ourselves Back e Black Ribbon. Um projecto a acompanhar, aguardando que editem o primeiro álbum.



 



SIEBEN

Sieben é o projecto de Matt Howden que com a sua voz, um violino e um pedal desenha um conjunto de canções em frente à sua audiência. As centenas de espectadores estavam no mínimo perplexos com tanta mestria e originalidade deste solitário músico. Matt Howden já tinha sido uma das apostas do festival Fade In e muito nos agradou a ideia de voltar a convidar este exímio artista para o Palco Alma. Recorde-se que Howden conta, no seu vasto currículo, com colaborações com Sol Invictus, Faith And The Muse, Of The Wand And The Moon, etc. Um dos momentos altos foi sem dúvida a versão da música Transmission de Joy Division captando uma adesão do público a cantar em uníssono o refrão, ou não fosse este um festival de contornos góticos.















ROSA CRVX na perspectiva de Carlos Matos


Carlos Matos
A minha condição simultânea de colaborador do Portal Gótico e de elemento da Fade In – Associação de Acção Cultural (entidade que organiza o Entremuralhas – Festival Gótico) pode suscitar em todos os leitores um olhar dúbio sobre a objectividade com que opino acerca do evento e seus intervenientes artísticos. Naturalmente que este é um exercício tomado pela emoção de quem se orgulha sobremaneira do certame cultural cuja segunda edição valorizou, mais uma vez, o monumento maior e mais importante da minha cidade: o Castelo de Leiria.

Para mim não houve nem melhores nem piores, nem vencidos nem vencedores - com excepção dos Suicide Commando que, com a sua ausência totalmente inesperada, foram, claramente, quem mais perderam. Todas as bandas, prévia e cirurgicamente escolhidas, estiveram à altura das (minhas) expectativas. Naturalmente que as suas diferenças estéticas contribuíram, em muito, para que tivéssemos um evento ainda mais rico e ecléctico, e essas mesmas diferenças coloca cada grupo no seu patamar específico, tornando a sua análise dependente dos gostos pessoais e subjectivos de quem os presencia.

Poderia escrever com propriedade sobre qualquer banda ou sobre qualquer outro dos vários intervenientes extra-concertos que pautaram a programação do Entremuralhas 2011, mas a minha “escolha” recai na mais personalizada e diferenciada banda de todo o evento: Rosa Crvx. Trazer esta banda francesa a Portugal era uma velha ambição da Fade In, mas os anos foram passando sem que conseguíssemos reunir as condições de ordem logística para que pudéssemos concretizar esse sonho. Por fim, conseguimos e, quanto a nós, valeu todo o esforço e cada pingo de suor. E quando me refiro a suor, refiro-me a ele literalmente.


Os Rosa Crvx chegaram ao Castelo de Leiria na quinta-feira (o concerto era no sábado). O primeiro desafio foi levar o material deles para uma sala no palácio do castelo mais perto do Palco Alma (bastante longe da porta da fortaleza, onde só veículos muito estreitos entram – o que não era o caso do camião da banda). Essa trasfega de material levou-nos quatro horas e muita energia muscular. Afinal, estamos a falar de uma parafernália que inclui um carrilhão de 10 sinos, um conjunto pesado de percussão de orquestra, um piano, e um infindável número de pequenas peças fundamentais para o desempenho ao vivo da banda. No sábado, dia do concerto, nova investida de força para levar o material da referida sala para o palco, onde os Rosa Crvx estiveram mais cinco horas, divididas entre a montagem dos seus peculiares instrumentos e os testes de som.



Para mim, o concerto dos Rosa Crvx foi um verdadeiro assombro. Um autêntico ritual capaz de suscitar em nós sensações únicas de deslumbre e de estupefacção. A sua actuação é uma espécie de missa negra dividida em vários actos e a banda tem no seu código genético uma inventividade que faz dela única e sem paralelo em todo o mundo! A sua música, de toada lúgubre, cantada em Latim, com coros incisivos, pianos gelados, guitarras cortantes, baixo cadente, e com sinos evocando ambiente litúrgicos, faz dos Rosa Crvx, provavelmente, a banda mais gótica do planeta. Mas, como se não bastasse a beleza paradoxalmente tenebrosa da sua música, os Rosa Crvx conseguem ainda reunir uma série de atributos cénicos e técnicos que deixam qualquer um boquiaberto. Neste particular, não podemos deixar de referir inúmeros apontamentos: o ritual de uma das “bailarinas” vestida por um estranho fato impregnado por sensores sonoros que respondiam ao movimento do seu corpo; os estandartes desfraldados e agitados entre o público com o nome da banda; a incrível e marcante “dança da terra” protagonizado por duas bailarinas nuas untadas com lama, num rito cerimonial de cortar a respiração; o imponente carrilhão de sinos que ocupa grande parte do palco; os tímpanos orquestrais, os bombos e os pratos que tocam como fantasmas (as baquetas são accionadas através de um mecanismo electromagnético); ou as extraordinárias e sincronizadas imagens que a banda debita e que adornam a tela que se estende por detrás deles, onde se destacam, entre outras, cenas dos “Jogos de Ferro” (outra das performances possíveis dos Rosa Crvx) e cujos sons interferem directamente na prestação ao vivo da banda…



Por tudo isto (e reforço: porque os Rosa Crvx são únicos no universo artístico mundial), e porque me revejo na paixão e na abnegação com que o seu mentor, Olivier Tarabo, tem vindo a dedicar ao longo dos anos à banda e a todo o conceito que a envolve, a minha eleição do Entremuralhas 2011 só poderia ser esta. Mesmo cometendo a injustiça de não me dedicar à explanação do soberbo e místico concerto dos búlgaros Irfan; do revisitar histórico do repertório dos Sol Invictus, do grande (no sentido literal e figurativo) Tony Wakeford; da energética e estilizada estreia em Portugal dos Nitzer Ebb; da surpreendente e arrebatadora prestação dos Braindertörm; do poderoso e empolgante violino diabólico de Sieben, de Matt Howden; da confirmação dos ESC como um dos projectos nacionais com maior potencial de exportação (como confirmam, aliás, as inúmeras datas internacionais já em carteira); da qualitativa e singular actuação dos Narsilion no edílico cenário da Igreja da Pena; do encantatório e mágico concerto dos Trobar de Morte; da solenidade e elegância contemplativa dos inesquecíveis suecos Arcana; do brilhante fecho a chave de ouro protagonizado pelos renovados e cada vez mais orgânicos Diary Of Dreams…



por Carlos Matos

ESC - Eden Synthetic Corps

Sábado era um dia em grande para os amantes do som mais harsh electro com o cartaz a figurar Suicide Commando no Palco Corpo. Dado o imprevisto de doença atingir o vocalista Johan Van Roy, a organização do Entremuralhas decidiu e muito bem convidar a banda Leiriense Eden Synthetic Corps. Os ESC, pela mão de G. Diesel e IDK (Vocais), Chainheart e Hypecrash (Teclados) estiveram numa excelente forma, aquecendo realmente o corpo do público que dançava ao som da banda numa gélida noite de pleno Julho. Os ESC mereciam um palco nacional como o Entremuralhas e o público não se fez rogado e agradeceu profundamente.

















Setlist:
Wrong Way
Waste of Ammo
Angelshift
Needle Catwalk
Eight Thousand Square Feet
Correcting God's Design
Totes Licht
Concrete
White Beast
Architecture
Matte
Reptile

Encore:
The Robots (kraftwerk cover)

Quarta-feira, 27 de Julho de 2011

Festival Entremuralhas 2011 na RTPN

Carlos Matos da Associação Fade In Festival a apresentar a 2ª edição do Entremuralhas - Festival Gótico de Leiria.





Quarta-feira, 16 de Março de 2011

THE ALLSTAR PROJECT - Into The Ivory Tower (CD Digipack - 2011 Rastilho Records)



Quis o destino, o alinhamento de astros, o acaso ou, eventualmente, a intencionalidade, que “Into The Ivory Tower”, o novo e segundo álbum dos The Allstar Project (TAP), visse a luz do dia numa altura em que a banda celebra a sua primeira década de existência.

“Into The Ivory Tower” é um portentoso trabalho de minúcia estética, a que não falta sequer uma mística alusão bíblica - patente no título do disco - nem um aconchego poético de reminiscência obscurantista – este, muito por culpa do poema “Darkness” de Lord Byron que podemos escutar em “Not All A Dream”. O disco começa por ser, antes mesmo de o ouvirmos, uma peça que dá gosto ter entre mãos, muito por culpa do trabalho gráfico da Maçã Mecânica, mas é a sua audição que torna esta edição da Rastilho Records num verdadeiro objecto de culto.

Dois EP’s e um álbum depois, os TAP estão no “ponto”. A sua música cunhou-se de personalidade e apurou-se de tal forma que é agora inconfundível, sem paralelo no território português e, decididamente, de linguagem universal, pronta a ser mostrada sem qualquer melindre onde quer que se ouça música cujo padrão de qualidade seja um “ponto de honra”.

“Into The Ivory Tower” faz jus à música fílmica que sempre caracterizou os TAP, mas eleva-a a um patamar, dramático e emotivo, novo no seio da banda. As paisagens sonoras já não são de longas e lentas incursões desérticas ou de epopeias galácticas contemplativas. São agora de avassaladoras tempestades, de águas agitadas, de visões e de cenários apocalípticos, de farpas agrestes, e de catárticas rebeliões - como muito bem ilustra o espantoso desenho de Thomas Cole na capa do disco. Mas, no meio do vendaval sónico esmerilado e polido, continuam a irromper a bonança, a esperança, e novos raiares de sol. Ouça-se “Pyramidal” ou o apoteótico e grandioso “Light For A Thousand Nights” – tema que encerra o disco de forma brilhante – e perceba-se o que aqui se afirma.



Na muralha de três guitarras, construída por camadas autónomas, vislumbra-se agora com maior nitidez a filigrana, reveladora do descarado primor técnico que cada músico dos TAP revela hoje. Esta excelência de apuro é naturalmente extensível à secção rítmica que continua inventiva, competente, e determinante nas variações que a banda opera em cada tema, como por exemplo no lindíssimo “Alignment” - uma composição de ambientes bizantinos e levemente arábicos, com o violino da convidada Filipa Cortesão a conferir o adorno certo a uma peça que encerra em si uma misteriosa portugalidade, coisa que se sente e que dificilmente se explica...

A música dos TAP sempre causou no ouvinte um certo suspense, quebrado quase sempre através de explosões sónicas - epílogos naturais de uma música feita de crescendos vários. Em “Into The Ivory Tower” essas explosões acontecem mas num formato mais requintado, sem excessos supérfluos, num aprumo próprio de um colectivo a gozar de plena maturidade...

O que mais espanta no novo álbum dos TAP é a qualidade das composições em si, com melodias que nos ficam na memória como se de canções convencionais se tratasse. Temas como “Neighbour Of The Beast”, “Off Axis”, ”Shiffting Poles” ou “Advent” são paradigmáticos, tão memorizáveis como qualquer canção de estirpe pop, mas tão prodigiosamente distantes desse mesmo desiderato estético. É essa a magia da actual faculdade musical deste colectivo português de obra totalmente exportável.

“Into The Ivory Tower” mostra-nos, pois, uns The Allstar Project mais distantes dos cânones herméticos do pós-rock “tradicional”, sendo um disco que abre portas a um estilo que, embora não estivesse moribundo, carecia de um abanão que lhe conferisse novas soluções, novas direcções, novos protagonistas...

Escutar “Into The Ivory Tower” é embarcar numa viagem de sensações e tipologias incomuns, é privar com uma criação de arrojo superior, propícia simultaneamente ao arrepio e ao deslumbre, por vezes de pêlo rijo na venta, noutras com o mais perfeito e suave dos escanhoados. “Into The Ivory Tower” é um trabalho deliciosamente negro que jamais repele. É, acima de tudo, uma obra assombrosa e a prova cabal de que os The Allstar Project, possuem, aos dez anos de idade, um território demarcado e fortemente personalizado. Coisa, aliás, que só está ao alcance de escassos alguns..

Carlos Matos

Terça-feira, 22 de Fevereiro de 2011

LA CHANSON NOIRE – Música para os mortos (cd+dvd - 2010 Ragingplanet)


A capa propositadamente garrida, de gosto duvidoso, que abraça esta ambiciosa edição de LA CHANSON NOIRE, pode dissuadir qualquer incauto à sua audição, o que se torna numa grande injustiça! Mas esta decisão deliberadamente kitsch, certamente ponderada, é só mais um dos inúmeros tiques de esquizofrenia criativa que brota facilmente do universo fértil de Charles Sangnoir - o feiticeiro, cartomante, charlatão, curandeiro e músico que dá corpo a este projecto ímpar do circuito nacional.

Neste disco de bizarrias várias (no dvd que acompanha a edição podemos encontrar vídeos para todos os temas do disco ainda que em regime semi-caseiro e de âmago maioritariamente amador) a maior que podemos encontrar são as canções em si, de arranjos cuidados e inventivos, e de refrões que se pegam à mente como caramelos nos dentes. O disco tem, manifestamente, uma propensão à paródia, mas Charles Sangnoir não consegue esconder sempre que também tem um lado sério que se deve levar (muito) a sério!

Em “Música para os mortos” há um pouco de tudo: o rock de reminiscência oriental de “Caixão à cova”; a pop em regime de pesadelo de “Uma canção decente”; a morna exótica casada com samba de “Carnaval no cadafalso”; a poprock de andamentos vários de “Esquizofrénico”; a música progressiva com nuance punk, adocicada por um portentoso refrão de “O meu amor tem a força de uma g3”; a desgarrada desenfreada, com arranjos à anos 80 de “The King Of Whores”; e até mesmo uma balada com solo de guitarra hardrock de “Loneliness is a common word”, onde pontifica uma figura lendária da cena nacional: Phil Mendrix... Mas este ecletismo não transforma a obra de La Chanson Noire num exercício de dispersão estética. Embora substancialmente diferentes entre si, quaisquer das suas músicas lhe são facilmente reconhecíveis. Os elos comuns são sempre, claro, a sua voz (reparamos, curiosamente, que quando canta em inglês se aproxima deliciosamente do timbre de Wayne Hussey) e o seu característico dedilhado de piano.

O disco é bastante equilibrado, mas as suas “pérolas” encontram-se na sua parte final: “Menage à trois” tem a participação de Pat Vanity e é um tema brilhante, repleto de riquíssimos arranjos, que poderia facilmente figurar num qualquer disco de Anita Lane... Arranjos aprumados que se voltam a repetir no empolgante “Oceano cor de rosa”, uma anti-ode que acaba por ser, ela mesmo, uma ode... ao vinho rosé! Igualmente luxuosa é a abordagem melodramática que Charles Sangnoir faz na interpretação de “Quand tous les putes son mortes”, fazendo desta, uma canção absolutamente genial. Em “Sedução contemporânea” voltam a destacar-se os pizzicatos da violinista Tânia Simões e a toada mid-tempo desta espécie de opus amoroso rural... Destaques ainda para “Raio de Aventura”, uma marcha com subtis arranjos e com “pá-pá-rá-pá-pás” que nos ficam a ecoar, e o epílogo “Azabel”, uma simples mas assombrosa canção que fecha com elegância este trabalho conceptual de LA CHANSON NOIRE.

Já conhecíamos o talento deste músico, tanto no split-cd com os Espelho Mau, como nas suas performances ao vivo, mas este disco, mais que um afirmar definitivo, é um passo em frente que o consolida como um enorme compositor português. Paradoxalmente, a sua linguagem vernácula, fortemente explícita, titubeante entre a verborreia de taberna e o prosaísmo de botequim é, simultaneamente, a sua maior característica e a sua maior inimiga. É que infelizmente, nem todos toleram ou conseguem decifrar a forma peremptoriamente irónica de como LA CHANSON NOIRE tem “tornado a canção negra cada vez mais rica”...


Carlos Matos

Sexta-feira, 11 de Fevereiro de 2011

One Step Beyond...



O Portal Gótico informa a comunidade gótica e underground nacional que se juntaram à equipa do Portal novos colaboradores com provas dadas na cena alternativa. Assim sendo, é com muito prazer e orgulho que anunciamos que Carlos Matos (Fade In/ Broto Verbo) e André Leão (Greyage) fazem agora parte do Portal Gótico e trarão até nós/vós a sua experiência e know-how através das suas colaborações.

Bem-vindos e bem haja!

Terça-feira, 8 de Fevereiro de 2011

ESC - Eden Synthetic Corps ao vivo no States Club (Coimbra)

Na passada sexta-feira, 04 de Fevereiro, o Portal Gótico esteve em Coimbra para a apresentação do novo álbum dos ESC - Eden Synthetic Corps na noite temática Toxikaotic.

A banda esteve de todo irrepreensível, todos os membros deram o seu melhor enquanto o público dançava e curtia o som. Embora tenha sido um concerto de apresentação do novo álbum, o Eight Thousand Square Feet, a banda variou um pouco tocando músicas de álbuns como Enhancer e Matte. Uma grande prestação que aqueceu e bem o States Club numa noite gélida que se fazia sentir na cidade de Coimbra.
Eden Synthetic Corps, Esc, Coimbra, Toxikaotic Night

Eden Synthetic Corps, Esc, Coimbra, Toxikaotic Night

Eden Synthetic Corps, Esc, Coimbra, Toxikaotic Night

Eden Synthetic Corps, Esc, Coimbra, Toxikaotic Night


Eden Synthetic Corps, Esc, Coimbra, Toxikaotic Night

Eden Synthetic Corps, Esc, Coimbra, Toxikaotic Night
  
Eden Synthetic Corps, Esc, Coimbra, Toxikaotic Night


Eden Synthetic Corps, Esc, Coimbra, Toxikaotic Night

Eden Synthetic Corps, Esc, Coimbra, Toxikaotic Night
Aqui ficam algumas das músicas que fizeram as delícias dos presentes: Eight Thousand Square Feet, Correcting God's Design, Needle Catwalk, Concrete White Beast, Reptile, Angelshift, Heartware, Dishonour...
Após o Concerto, os DJ's António Jorge, Carlos Matos e Die Marionetten abriram a pista de dança e mantiveram o público a dançar até não poderem mais.

Cinema: Tron legacy

Portuguese Alternative Charts - Best of 2009

Fields of the Nephilim - Love Under Will

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